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Reserva Biológica da Serra do Japi

A Serra do Japi possui 35.000 ha (hectares) como um todo onde destes, pertence à Jundiaí 17.310 ha. Neste território pertencente a Jundiaí, uma área de 20,712 km² (2.071 ha) de extensão dentro da área da Serra do Japi, que correspondente à 5%, foi transformada em Reserva Biológica pela Lei Municipal 3.672 de 10 de janeiro 1991, pelo prefeito Walmor Barbosa Martins e sua área regulamentada pelo Decreto Municipal 13.196 de 1992, com a finalidade de conservar os recursos genéticos de fauna e flora local, visando o desenvolvimento do estudo e da pesquisa científica.

Situada no interior da área tombada pelo CONDEPHAAT em 1983, através do Geógrafo Aziz Ab’ Saber que na época era presidente do órgão, a Reserva Biológica tem por objetivos “a preservação integral da biota e demais atributos naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais, excetuando-se as medidas de recuperação de seus ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os processos ecológicos naturais”.

Local de raro remanescente de Mata Atlântica no interior do Estado, detentora de 7% da formação original do bioma Mata Atlântica do Brasil. A Reserva Biológica é uma unidade de conservação ambiental na qual devem ser preservados integralmente todos os atributos naturais existentes, sem a interferência humana direta ou modificações ambientais, sendo somente permitida a entrada para fins de pesquisas ou visitação com objetivos educacionais.

A Reserva Biológica é de posse e domínio públicos, sendo as áreas particulares incluídas em seus limites objetos de desapropriação, conforme dispõe a legislação pertinente.

A Prefeitura do Município de Jundiaí, por meio da Fundação Serra do Japi, mantém dentro da Reserva Biológica Municipal da Serra do Japi, a Base de Estudos de Ecologia e Educação Ambiental “Miguel Castarde”, que dá apoio logístico a pesquisadores, principalmente estudantes de mestrado e doutorado, acolhe aulas de campo de cursos de graduação em ciências naturais e desenvolve trabalhos de educação ambiental.

A visitação pública na Reserva tem caráter e objetivos educacionais de acordo com regulamentos específicos, e a pesquisa científica depende de autorização prévia e está sujeita às condições e restrições previstas em regulamento próprio, estabelecido pela Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, responsável pela administração da área.

A vigilância da área, como também o auxílio no combate a incêndios, caça e algumas intervenções, compete à Corporação da Guarda Municipal por meio da Divisão Florestal da Guarda Municipal.