Reserva Biológica

Figura Verde Ícone Nature screen_shotA Serra do Japi também representa uma das últimas grandes áreas de floresta contínua do Estado de São Paulo e é o testemunho de uma flora e fauna exuberante que existiam em grande parte na região sudeste do Brasil.

A necessidade de se preservar a Serra do Japi como um todo é fundamental para a manutenção dos ecossistemas local permitindo a coexistência da fauna e flora e assim a coexistência dos seres vivos, numa inter-relação integrada e cíclica que resulta em um equilíbrio constante e propiciando as interações entre os vários ecossistemas.

As diferenças de altitude, temperatura, umidade e solo encontrado na Serra do Japi contribuíram para a formação dos diferentes tipos de vegetação arbórea. As encostas e topos de morros fragilmente implantados funcionam como banco genético de vegetação tropical adaptada às áreas de solos ácidos e de baixa fertilidade natural, constituindo-se num importante refúgio para a fauna remanescente dos planaltos cristalinos interiores do Estado de São Paulo.

A Serra do Japi abriga uma das últimas grandes áreas de Mata Atlântica do interior paulista. O território da serra, com aproximadamente 350 Km², vem sofrendo ações da atividade humana há pelo menos três séculos, com a exploração de madeiras, tentativa de utilização agrícola e mineração, freqüentemente desencadeando ações degenerativas sobre o ambiente local, como derrubadas de matas, incêndios florestais, queimadas, movimentações de terra e rocha e processos erosivos.

A cobertura vegetal, decorrente dessas ações, é formada por reflorestamentos, principalmente pinus e eucaliptos, pastagens e pequenas porções de culturas agrícolas. As matas naturais aparecem cobrindo a maior porção, tendo sido, em boa parte, fortemente modificada em função de incêndios e extrativismo florestal, diminuindo sensivelmente a ocorrência de floresta primária, dando espaço para as matas secundárias, não menos importantes.

A Serra abriga inúmeras árvores como aroeiras, araticuns, perobas, guatambus, jacarandás, ipês, paineira, pata-de-vaca, cássias, copaíba, jatobás, guapuruvú, embaúbas, capixigui, cambará, andiras, canelas, jacarandás, quaresmeiras, manacá da serra, canjerana, cedro, ingá, angicos, pau-jacaré, chico-pires, pitanga, uvaia, araçás, sete-capote, goiabeira, jerivá, palmito, açoita-cavalo, candeia e inúmeras outras. São mais de trezentas espécies observadas até hoje. E também um grande número de arbustos, herbáceas, samambaias e musgos.

Figura Animado Animal Preguiça lentoO Japi ainda abriga uma fauna bastante diversificada, com mais de 650 espécies de borboletas identificadas e centenas de espécies de outros insetos, aracnídeos, anfíbios, répteis que já foram objetos de estudo por pesquisasdores.

Várias espécies de aves como inambu-xitã, garça-branca, urubus, gaviões, falcões, acauã, siriema, quero-quero, juritis, alma-de-gato, anus, corujas, beija-flores, pica-paus, joão-de-barro, matraca, tesourinha, araponga, bem-te-vis, andorinhas, gralhas, corruíras, sabiás, sanhaços, saíras, tiziu, tico-ticos, bicos-de-lacre e muito mais, habitam permanente ou temporariamente a Serra do Japi.

Mamíferos como gambás, tatus, tamanduá, morcegos, bugio, macaco-sauá, cachorro do mato, jaguatirica, gatos-do-mato, gato-maracajá, onça parda, furão, cateto, serelepe, preá, ouriço, veados, capivara, tapiti, dentre muitos outros, têm o Japi como um dos poucos refúgios, inclusive vários destes animais estão ameaçados de extinção.

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